

As vezes parece que você não se importa. Que não ta nem ai pra nada. E isso me incomoda sabe? Me deixa agoniado e meio triste. Eu fico sem saber o que fazer. Fico tentando lembrar se fiz ou disse algo de errado. Porque você simplesmente se faz de indiferente, como se nada fosse bom. Como se nada estivesse do jeito que você quer, como se nada importasse. Como se eu não importasse. Me doi muito isso. ( - )

O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam. Mano Brown.


Nos casamos e compramos um apartamento em Paris, não tínhamos móveis só o que tínhamos era um e uma colchão e uns lençóis que era onde passávamos a maior parte do nosso tempo. Nossa vida era simples, levantávamos pela manhã íamos tomar café em uma cafeteria próxima dali, íamos trabalhar os dois, ela era modelo a mais linda das modelos de Paris e eu era advogado e tinha um escritório ali por perto mesmo. Almoçávamos juntos em um restaurante qualquer e depois voltávamos ao nosso apartamento, a gente deitava conversávamos um pouco, pulávamos no colchão e adormecíamos juntos. Acordávamos algumas horas depois e íamos ouvir musica, não, ela não gostava das minhas musicas clássicas, mais ela me acompanhava como eu a acompanhava em tudo. Saiamos pra jantar, uma pizza, cachorro quente, macarrão ou qualquer outra bobagem. Saiamos do restaurante de mãos dadas e dávamos voltas e voltas pela cidade. Eu olhava pra ela e pra lua, eu tentava descobrir como ela conseguia, como conseguia ser mais linda que a lua, ah ela era linda, aqueles olhos castanhos e profundos que deixavam doido, os lábios e o cabelo solto caído sobre os ombros, era mais linda que qualquer princesa de filmes ou contos de fadas, era a mais perfeita de todas as garotas que eu já havia visto. E nesse ritmo de dias e dias o tempo foi se passando, reformamos nosso apartamento, compramos moveis decoramos tudo do nosso jeito, eu a observava na cozinha enquanto ela tentava com muita dificuldade fritar um ovo no fogão, eu gostava de admirá-la, a forma com que suas mãos tocavam os talheres, a delicadeza com que ela colocava a mesa. Mais o que eu gostava mesmo era quando ela me pegava a observando, ela me olhava e sorria, ah aquele sorriso, era o sorriso mais lindo do mundo. Então eu ia até ela, para provocá-la, eu adorava provocá-la enquanto ela cozinhava, mordia sua orelha, falava bobeiras no seu ouvido, passava a mão em seu corpo, e quando ela virava pra me xingar de alguma maneira por fingir não gostar do eu estava fazendo eu a beijava. Depois do jantar íamos pra cama, nos deitávamos e ficamos um olhando pro outro, conversávamos sobre de tudo um pouco, falávamos das estrelas, do céu, da vida, da morte, de amor, entre outras varias coisas que eram ditas ali, por fim fazíamos amor. Logo já era tarde e eu a aconchegava em meus braços e dormíamos assim, juntos. Ela era minha e eu a queria como minha assim como eu era dela e me sentia como sendo dela. E mesmo sabendo que nada é eterno, eu tenho certeza que algumas coisas são sim, o meu amor por ela, é um exemplo disso. Ah sim, eu a amava muito, não só amava como ainda amo. Se essa é nossa historia? Ainda não, mais um dia, quem sabe […]